Lisa Bevere sobre desconstrução da feminilidade: ‘Há uma guerra espiritual pelas mulheres’
A autora Lisa Bevere alertou que as mulheres estão sendo alvo de um ataque espiritual em sua identidade feminina, em seu novo livro “Fight for Fema...

A autora Lisa Bevere alertou que as mulheres estão sendo alvo de um ataque espiritual em sua identidade feminina, em seu novo livro “Fight for Female” (“Luta Pela Mulher”, em tradução livre”).
Lisa afirmou que as mulheres estão caindo em dois extremos: no feminismo que incentiva a mulher ser “girl boss” ou na feminilidade “bíblica” estereotipada, onde a única opção de uma cristã piedosa é viver em uma fazenda assando pães e cuidando dos filhos.
A autora mostra uma terceira opção mais alinhada com a Bíblia: viver o propósito e a identidade que Deus planejou para as mulheres.
“As mulheres fizeram amizade com um inimigo e elas nem sabem disso", afirmou Bevere.
Ideologias que destroem a identidade
Em 2016, ela teve um sonho profético, onde viu um dragão colorido vestido com roupas infantis. Segundo Lisa, a experiência foi um aviso para mostrar que as mulheres, em um esforço bem intencionado de conquistar liberdade, acabaram defendendo ideologias que destroem sua identidade.
“Não é apenas a cultura que oprime as mulheres. Não são apenas os homens. Há uma batalha espiritual acontecendo”, disse.
Lisa ressaltou que a identidade feminina foi distorcida ao longo do tempo. “Se uma geração pode ser convencida que sua natureza foi um erro. Elas nunca confiarão em Deus para sua transformação”, observou.
Para a autora, a principal crise que a mulher enfrenta na atualidade não é o feminismo, a ambição ou a família, mas sim a confusão a respeito de sua identidade.
“Tentamos ser poderosas agindo como homens. Tentamos vencer jogando o jogo deles. Mas quando abandonamos a plenitude da imagem feminina, perdemos algo insubstituível”, afirmou.
A verdadeira feminilidade bíblica
A verdadeira feminilidade bíblica não é uma lista de características, conforme Bevere. Ela explica que ser uma mulher bíblica é obedecer a Deus, seja criando filhos, seja liderando no trabalho, seja sendo solteira.
“Nós tornamos [a feminilidade bíblica] muito restrita. A mulher de Provérbios 31 tem uma má reputação porque parece superdotada, mas na verdade é extremamente empoderada. Ela compra campos, fala com sabedoria. Ela não está esperando permissão”, ponderou Lisa.
Para mulheres que não são casadas ou não tem filhos, a feminilidade bíblica estereotipada as faz sentir “fora do roteiro”.
“Nos dizem que é empoderador apagar o que significa ser mulher. Mas nossa imagem divina está sendo reduzida a um traje. Devemos estar com raiva com as forças que convencem de que nunca fomos inteiras para começar”, declarou Lisa.
A autora incentivou as mulheres a viverem sua identidade em Deus e cumprir o propósito que o Senhor entregou a cada uma, como servir à comunidade e a igreja, aconselhar mulheres mais jovens ou fazer trabalho voluntário.
“Sabemos como criar conexão. Esse é o nosso superpoder. Isso é estratégico”, disse Bevere.
Mulheres de Êxodo
Lisa deu o exemplo das mulheres do livro de Êxodo, que formaram um movimento de resistência na sociedade da época. As parteiras que se recusaram a matar os recém-nascidos, Joquebede que escondeu seu filho, Miriam que vigiou seu irmão, a filha do Faraó que desafiou as ordens de seu pai para salvar um bebê.
"Cada heroi nessa parte da história é uma mulher. Elas não estavam esperando por permissão. Elas simplesmente foram lá e fizeram”, observou.
“Deus confiou às mulheres algo sagrado. Ser mulher é ser confiada aos corações. Não apenas os românticos – comunidade, família, amizade. Não estamos aqui apenas para sobreviver ao caos. Estamos aqui para liderar o êxodo para fora disso”, concluiu a autora.